Os líderes Vladimir Putin (Rússia), Andrzej Duda (Polônia), Donald Trumo (EUA) e Xi Jinping (Rússia). Fotos: Reprodução

Como países autoritários e democráticos governam durante a pandemia

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A crise mundial causada pelo covid-19 revela que regimes autoritários, como Rússia e China, se tornam cada vez mais autocráticos, enquanto as democracias, gradualmente, tendem a expelir governantes populistas do poder, como Estados Unidos e Polônia.

A pandemia do Covid-19 serviu para aumentar a mão pesada dos governos autoritários que buscam pretextos para sufocar os vestígios de liberdade em países como Rússia e China.

Putin venceu um plebiscito na Rússia que lhe permitirá permanecer no comando do país até 2036. Isso lhe garantirá um reinado de 37 anos (1999 a 2036), o que o transformará no mais longevo tsar da Rússia desde o imperador Pedro, o Grande, que reinou de 1682 a 1725. A tirania comunista se transformou no império de Putin.

Na China, Xi Jinping aproveitou a pandemia para sufocar a brisa da liberdade que existia em Hong Kong. Esse privilégio acabou na semana passada com a aprovação da nova lei de segurança nacional. O governo chinês alegou que a lei é necessária para conter as manifestações e distúrbios populares em Hong Kong. Na verdade, a lei serviu como o ato final para acabar com o status especial que permitiu Hong Kong gozar de um certo grau de liberdade e autonomia política inexistentes no restante da China.

A pandemia nos governos populistas

Os populistas revelaram ser líderes ineptos na conduta da crise do Covid-19 e os eleitores ameaçam puni-los nas urnas. Na Polônia, o presidente antiliberal, Andrzej Duda, que estava com a sua reeleição garantida antes da pandemia, terá de enfrentar no segundo o popular e liberal prefeito de Varsóvia, Rafal Trzaskowski. Nos Estados Unidos, o candidato democrata Joe Biden lidera todas as pesquisas de intenção de votos e ameaça encerrar a presidência de Donald Trump.

A pandemia revelou a superioridade das democracias e dos governos liberais em lidar com a crise. Alemanha e Nova Zelândia, duas nações governadas por mulheres que acreditam nas virtudes da democracia e rechaçam o populismo, se tornaram exemplos de conduta política durante a crise do Covid-19.

Felizmente, no mundo democrático, a onda populista e antiliberal que gozou de certo apoio popular começa a arrefecer.

 

 

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