O insustentável peso do funcionalismo público

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Estudo do economista Daniel Duque mostra que o setor público, além de prestar um serviço de péssima qualidade à população brasileira, é uma verdadeira máquina de pagar salários. Se o reajuste dos salários dos servidores tivesse sido equivalente ao do setor privado (desde 2002), o Brasil teria economizado 90 bilhões de reais: são 3 Bolsas-Família! Governo, Congresso e sociedade precisam se mobilizar em torno da reforma administrativa. Ela é essencial e urgente para a retomada do crescimento econômico pós-covid.

Estudo do economista Daniel Duque, Head de Inteligência Técnica do CLP – Liderança Pública, apresenta o peso do funcionalismo público nas contas brasileiras.

Nos últimos 10 anos, cresceu o número de servidores públicos no Brasil. Além da estabilidade do emprego, servidores receberam aumentos reais de salários muito acima do setor privado nas três esferas do Poder. Se os salários públicos fossem reajustados de acordo com os percentuais de mercado utilizados pelo setor privado, o Estado teria economizado 90 bilhões de reais por ano.

O crescimento do setor público

O que teria acontecido caso os salários no serviço público tivessem tido em média um aumento equivalente ao do setor privado?

Se os salários no serviço público fossem equivalentes aos do setor privado, o gasto com pessoal teria sido em torno de 1,3% do PIB. Isso representa uma economia anual 90 bilhões de reais nos dias de hoje. O valor equivale a 3 vezes o orçamento do Bolsa Família

É inconcebível que a despesa com servidores consuma mais de 10% do PIB e os brasileiros continuem a receber serviços públicos de péssima qualidade. Se o Brasil não aprovar a reforma administrativa, o Estado vai quebrar: não haverá recursos para investir em programas sociais, saúde, educação, saneamento e segurança. Nossos impostos servirão para pagar folha e benefícios do corporativismo.

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Governo, Congresso e sociedade precisam se mobilizar em torno da reforma administrativa. Ela é essencial para a retomada do crescimento econômico pós-covid. Sem ela, o Brasil produtivo continuará a ser sufocado pelo Estado caro e ineficiente; os estados e municípios vão à falência e o Brasil continuará a ser o campeão mundial de desigualdade social.

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