O mundo real e a insanidade de Brasília

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Somos 13,5 milhões de pessoas vivendo na extrema pobreza e quase 16 milhões de desempregados. No mundo real cresce a pobreza, o desemprego bate recorde e o trabalhador da iniciativa privada aceita redução de salário para manter o emprego. Mas, em Brasília, reina a insanidade: o Executivo paralisa o andamento das reformas e apoia o corporativismo estatal; o Legislativo veta corte de benefícios, congelamento de salários e ainda concede aumentos; o Judiciário, Poder mais bem remunerado da República, continua insensível a aceitar redução ou congelamento de privilégios nesse momento de emergência nacional.

Que país é esse onde o Estado é o maior criador de desigualdade social? Sim, o Estado que taxa o setor privado em 40% do PIB para manter os privilégios dos funcionários públicos em detrimento de 13 milhões de pessoas vivendo na extrema pobreza e de quase 16 milhões de desempregados. O Estado que estrangula os pequenos e médios empresários que são os maiores empregadores do País e o pulmão do empreendedorismo nacional. O Estado que tem no leme um governo que se despiu do seu verniz liberal (emprestado por Paulo Guedes) e do seu verniz de “durão” contra criminosos e corruptos (emprestado por Sergio Moro) para abraçar o que há de pior na política: o Centrão e o corporativismo estatal.

Insanidade em Brasília

A crise do Covid-19 desencadeou o vírus da insanidade mental em Brasília. No mundo real, a pobreza cresce, o desemprego bate recorde e o trabalhador da iniciativa privada aceita redução de salário para manter o emprego. Mas no reino da fantasia de Brasília, a realidade da corte é outra. O presidente da República anda de jet ski, paralisa o andamento das reformas e apoia a agenda do corporativismo estatal; o Congresso veta qualquer corte de benefícios e congelamento de salário do funcionalismo público e ainda concede aumento de 505 milhões de reais aos policiais militares de Brasília; o Judiciário continua sendo o Poder mais bem remunerado da República e absolutamente insensível a aceitar qualquer redução ou congelamento de privilégios nesse momento de emergência nacional.

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Agenda mínima

Nesse momento de desgoverno e de incivilidade; do triunfo do corporativismo e da ignorância, resta-nos rebelar contra a insanidade de Brasília. Nós, brasileiros, temos de nos unir em torno de uma agenda mínima:

1. Político que votar a favor do corporativismo será expulso do poder por meio do voto popular. Sites como o Poder do Voto e o Ranking dos Políticos vão nos municiar de informações e de alertas para nos avisar quais são os políticos que não merecem o nosso voto e aqueles que merecem. Vamos usar nossas redes sociais para mostrar a diferença entre o joio do trigo. Nós temos o poder do voto, instrumento para remover do poder aqueles que traíram a confiança do povo e manter no cargo aqueles que honraram nossa confiança.

2. Sociedade civil e governos estaduais e municipais continuarão a trabalhar nos programas para socorrer os mais necessitados e a mobilizar a economia local. Essa parceria é exemplar nesse momento de crise e vem colaborando para reconstruir o tecido social da solidariedade, da empatia e da cooperação.

3. Vamos nos unir na defesa da democracia. O governo tem poder, mas nós temos pés para marchar e ocupar praças e ruas como fizemos no passado. O Congresso tem os votos, mas nós temos a voz, as redes sociais e a capacidade de mobilizar milhares de pessoas e pressionar os parlamentares a fazer a coisa certa.

Nesses dias difíceis, temos de nos guiar pelas palavras sábias do filósofo grego Epiteto; “Deus, concedei-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as coisas que posso mudar e sabedoria para reconhecer a diferença entre as duas”.

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