O presidente Jair Bolsonaro (esq.) acompanhado do presidente da CEF, Pedro Guimaraes (ao microfone), de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central e do presidente do BNDES, Gustavo Montezano (dir.) durante anúncio uma nova linha de credito emergencial a empresas. Foto: Dida Sampaio | Estadão Conteúdo

Pequenas e médias empresas precisam de programas audaciosos e sem burocracia

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Verdadeiros motores da economia no Brasil e no mundo, as pequenas e médias empresas são fortemente impactadas pela crise do coronavírus e precisam de auxílio consistente para sobreviver e manter seus trabalhadores empregados. É fundamental que o governo federal tome medidas eficazes para fazer o dinheiro irrigar rapidamente os pequenos empresários, responsáveis por mais 70% do emprego formal no País.

Pequenas e médias empresas geram 70% dos empregos formais no Brasil. São verdadeiros motores da economia e que estão perdendo força e dinamismo por causa da crise do coronavírus.

Enquanto no Brasil o governo oferece um auxílio tímido de R$ 40 bilhões e muita burocracia para ajudar pequenas empresas a financiar suas folhas de pagamento, os Estados Unidos e Alemanha oferecem ajuda substancial aos pequenos empreendedores. A diferença é brutal.

Nos Estados Unidos, o programa de ajuda aos pequenos empresários representa quase 4,5% do PIB; já no Brasil o programa representa 0,6% do PIB.

Auxílio emergencial nos EUA e na Alemanha

Nos Estados Unidos, o governo americano criou linhas de empréstimo a fundo perdido em torno de 940 bilhões de dólares para que as pequenas empresas possam sobreviver e manter seus trabalhadores empregados.

Na Alemanha, o governo concebeu um programa de ajuda financeira que cobrirá 100% dos empréstimos das pequenas empresas que obtiveram empréstimos até 500 mil euros e empregam mais de 50 empregados. Empresas que obtiveram até 800 mil euros em empréstimos, o governo cobrirá 80% da dívida.

É preciso agilidade

É fundamental que o governo federal proponha um programa mais audacioso em recursos e menos burocrático para fazer o dinheiro irrigar rapidamente para as pequenas e médias empresas. Pode-se criar programas de contratação de bens e serviços para manter as empresas produzindo, faturando e empregando; conceber programas de incentivos para estimular a reciclagem profissional dos trabalhadores; lançar linhas de crédito para empresas que desejam se adaptar para atender às demandas locais de produtos para a crise do coronavírus: de produção de máscaras ao fornecimento de refeições para a população carente.

Exemplo no Brasil

No Brasil, a celeridade das ações emergenciais aparece quando a sociedade civil se mobiliza para agir. Um grupo de empresários, líderes do terceiro setor e cidadãos capitaneado por Eduardo Mufarej, fundador do Renova BR, criou o Estímulo 2020.

Trata-se de um movimento para emprestar recursos sem burocracia para micro e pequenos empresários. O objetivo é salvar os pequenos empreendedores que foram afetados pela crise econômica desencadeada pela epidemia do coronavírus. Os criadores do Estímulo 2020 reconhecem que esses pequenos empresários são o pulmão do país e responsáveis por gerar ideias, negócios e a maior parcela do emprego formal do país.

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