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A prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600 por um mês custa aos cofres públicos 32 bilhões de reais. VirtuNews propõe ao governo e ao Congresso uma lista de corte de despesas públicas imediatas para pagar essa conta sem aumentar a dívida. Está na hora de o funcionalismo dar a sua contribuição para ajudar a financiar a camada mais pobre e necessitada da população.

O governo vai ter de preparar o cofre para estender o programa de auxílio emergencial – o benefício de R$ 600 por mês – por mais um mês. Como financiar a extensão do programa sem aumentar a dívida do Estado? Em tempo de crise, todos têm de fazer sacrifícios. Uma categoria que ainda precisa contribuir com a sua cota de sacrifício é o funcionalismo público.

Enquanto trabalhadores da iniciativa privada perdem emprego ou são obrigados a aceitar redução temporária de salários, o funcionalismo público continua com a estabilidade do emprego garantida pela Constituição, recebendo o seu salário integral e até mesmo promoções e aumento de salário.

Marajás do funcionalismo

Os marajás do Poder Judiciário, que recebem os salários mais altos da administração pública, continuam impávidos a gozar de seus benefícios e regalias. Alguns deles, como é o caso do procurador-geral da Justiça do Mato Grosso, José Antonio Borges Pereira, teve a cara de pau de aprovar um “bônus do COVID-19” de R$ 500 para servidores e outro de R$ 1.000 para procuradores e promotores.  Está na hora de o setor público dar a sua contribuição para ajudar a financiar a camada mais pobre e necessitada da população.

Lista corte de despesas imediatas

A prorrogação do auxílio emergencial por um mês custaria aos cofres públicos 32 bilhões de reais. VirtuNews reuniu-se com o economista Daniel Duque, chefe de Inteligência Técnica do CLP – Centro de Liderança Pública – para propor ao governo e ao Congresso uma lista de corte de despesas imediatas para pagar a conta dos 32 bilhões de reais sem aumentar a dívida pública. São quatro itens:

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1) Cortar penduricalhos. Acabar com o complemento salarial da elite do funcionalismo público, que engloba verba “auxílio terno” (dinheiro para comprar terno), “auxílio viagem” (dinheiro para pagar viagens), despesas com carro oficial (todo parlamentar tem carro próprio com motorista), auxílio moradia (dinheiro para pagar o aluguel de residência).

Todos os brasileiros são obrigados a pagar essas despesas com os recursos do seu salário. Mas parlamentares e juízes são seres especiais. Além de receber um salário generoso, ganham de presente esses benefícios. Os penduricalhos custam 2 bilhões de reais por ano. Em dois anos, seriam 4 bilhões de reais.

2) Congelamento do salário dos servidores estaduais e municipais por 18 meses. Congelamento do salário dos servidores estaduais e municipais por 18 meses. Economia de 15 bilhões de reais. Bolsonaro disse que vai manter o congelamento, como quer o ministro da Economia Paulo Guedes

3) Congelamento do salário dos servidores federais por 18 meses. Economia de 5 bilhões

4) Cortar custo de férias do judiciário por 2 anos. O custo das férias de 2 meses durante dois anos economizaria 8 bilhões

Com essas quatro medidas, reuniríamos 32 bilhões de reais para pagar o auxílio emergencial sem aumentar a dívida pública e cortando despesas da categoria mais privilegiada do país. Mãos à obra, Congresso! VirtuNews já deu o caminho das pedras.

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